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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Compreendendo Romanos 12:1

Fique com a análise enriquecedora do texto de Romanos 12:1, feita pela ministra de louvor Darlene Zschech.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

CRISTÃOS: VENCEDORES FRACASSADOS

Ao receber via e-mail, de meu amigo, o teólogo Igor Miguel, o link do vídeo Ministérios Fracassados (teaser), senti imediata inclinação à escrever um breve texto sobre a temática da relação da vida cristã com o fracasso. Após apresentar ao querido irmão supracitado um esboço escriturístico, e receber dele precioso estímulo, orei ao Senhor por orientação para trabalhar o material, afim de retocá-lo e enriquecê-lo. A seguir seguem minhas ponderações.


CRISTÃOS: VENCEDORES FRACASSADOS

                                                                                                        Tiago Corrêa

Moisés, após quarenta anos de dedicado ministério, "nadou, nadou e morreu" sobre o monte Nebo, no cume do Pisga, de onde viu a terra prometida, na qual não poderia entrar. Antes, Aarão, seu irmão, o primeiro Sumo-sacerdote israelita, havia morrido no monte Hor, no fim da terra de Edom, também fora de território prometido.

Samuel foi um profeta cujas palavras nunca "caíram ao chão". Contudo, seus filhos não andaram nos seus caminhos, mas, antes, inclinaram-se à avareza, ao suborno e à torção do juízo. 

Isaías, o grande anunciador messiânico das Escrituras, teria sido, segundo a tradição, cerrado ao meio (Hb 11:37). No capítulo 20 de seu Livro é dito que, sob ordem Divina,  andou nu e descalço por três anos, servindo de sinal e prodígio sobre o Egito e a Etiópia.

Jeremias, grande profeta de Deus, recebeu ordens para ser celibatário (Jr 16) (comportamento completamente incomum entre judeus), e teve de anunciar a entrega de todo Judá nas mãos do rei de Babilônia, além da profanação e destruição do Templo, ou seja, fazer as "piores profecias" que qualquer arauto sonharia em realizar.

Jonas, o maior evangelista da história (ganhou 120.000 em três dias), ficou frustrado e irado por ver a manifestação da misericórdia Divina para com seu próprio alvo missionário, e experimentou a solidão, tornando-se o primeiro a realizar "endoscopia veterinária sem uso de instrumentos".

Oséias, chamado ao ministério profético, recebeu a incumbência de casar-se com uma mulher de prostituições.

Amós, boiadeiro e dono de plantação de sicômoros, foi chamado ao ministério, e perdeu a administração pessoal de tudo o que tinha.

Elias, dotado de autoridade, fé e poder, possuía tacanha consciência de sua identidade e vocação espiritual, demonstrando dúvidas e medo, mesmo imediatamente após ver impressionantes milagres.

Davi, homem segundo o coração de Deus, feito ancestral do Messias, falhou como pai e como rei. Teve, dentre seus inúmeros herdeiros, alguns egoístas, outros assassinos, rebeldes e exageradamente competitivos.

João batista, segundo Jesus, o maior nascido de mulher, viveu parecendo um mendigo na Judéia. Era um sacerdote que servia não no Templo, mas no deserto; alimentava-se não de parte dos sacrifícios sagrados, mas de gafanhotos e de mel de tâmaras. Morreu decapitado, como prêmio de uma dança.

Pedro foi discípulo de Jesus, apóstolo e uma das "colunas" da igreja em Jerusalém. Abriu mão dos negócios para dedicar-se à oração e ao ensino, passando a viver sustentado por meio de ajudas comunitárias (I Co 9:4-11) na terra de Israel (Mt 2:20), então  economicamente explorada por Roma. 

Lucas, o médico, deixou a profissão para, por conta de sua vocação, viver parecendo um andarilho, e sofrer até naufrágio e fome.


Paulo, o grande erudito do período apostólico, foi emissário do Sinédrio e aluno daquele que tornar-se-ia dos anos 37 a 41 d.C, aproximadamente, a maior autoridade teológica e civil de Israel, a saber, Raban Gamaliel. No entanto, por amor ao Evangelho, perdeu todo o status religioso que possuía; passou a viver sob riscos diversos, e enfrentou naufrágios, prisões e espancamentos.

Timóteo, cheio de paixão vocacional, perdeu a  liberdade da juventude, por conta de responsabilidades que, em termos naturais, eram-lhe incabíveis.

João, o Evangelista: do peito de Jesus às pedras de Patmos!

Fracassados! Todos os exemplos supracitados apresentaram em algum nível (muitas vezes em vários!) fracassos na vida e no ministério (pelo menos à época desse). Esses "heróis da fé", segundo o escritor de Hebreus (11), eram "necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.", sendo demonstrações claras da realidade de um inescapável fracasso inerente à experiência cristã.

O próprio Jesus, sendo o Rei da Glória, demonstrou Sua soberania, não vindo inicialmente ao mundo de modo glorioso, mas como um completo fracassado: era filho de gente pobre; estudou a Torá apenas em sinagogas e não também em escolas rabínicas da Judéia; foi criado e crescido entre operários braçais, sendo ele também um; e iniciou seu ministério tendo de chamar os próprios discípulos.

Jesus não tinha onde reclinar a cabeça; era roubado pelo próprio tesoureiro de sua missão; foi traído pelo mesmo e abandonado pelos demais discípulos, num momento de grande aperto;  sendo o Verbo de Deus, foi chamado de falso profeta; recebeu murros e cusparadas; foi preso; e por fim, foi crucificado nu (conforme o costume romano) perante a própria mãe e o povo. Que sucesso, hein?! Que vida vitoriosa?!

Cada cristão verdadeiro vivencia certos fracassos, certo de que por meio deles, torna-se participante dos sofrimentos de Cristo, assumindo o convite do Espírito Santo para sair ao encontro d'Ele fora da porta de Jerusalém, exilando-se da vaidade do mundo para achar-se na humildade do Nazareno, ao levar Seu opróbrio (Hb 13:12-13).

Sou cristão, e, confesso, já fracassei em vários empreendimentos e iniciativas, incluindo ministeriais.  Ao entregar-me à missão, além de receber suporte de membros e amigos, enfrentei desamparo, oposição, rebeldia e passei até por um divórcio. Os frutos que produzi, o fiz por graça Divina, e só o Eterno é e será capaz de quantificá-los com precisão e justiça. Apenas Ele sabe quais sementes lançadas por mim em Seu nome têm dado e darão frutos bons e perenes.

E você? É cristão, e está em crise por não saber como lidar com os fracassos de sua missão e vida diária, frente aos anúncios evangélicos atuais de vida em vitória? Fique tranquilo! Até mesmo Jesus repousa excluído diante do triunfalista discurso pseudo-cristão hodierno.

Agarremo-nos às seguintes verdades, e confortemo-nos por meio delas: "A nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação." (I Co 1:7), e "Pois a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação." (II Co 4:17).

Por fim, vale relembrar que o Messias, vindo inicialmente como um fracassado, anunciou seu retorno como Glorificado (que aconteça em breve!): "(...) És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Disse-lhe Jesus: Eu sou. E vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu." (Mc 14:61b-62).

terça-feira, 16 de outubro de 2012

7ª EDIÇÃO DO PROJETO ARTE E PROSA



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TC