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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

É O LIVRO "A CABANA" REALMENTE BOM?

Abaixo, seguem explicações de Mark Driscoll sobre as graves imprecisões teológicas presentes no livro "A Cabana", de William P. Young.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Retiro ARTE e PROSA - 07 a 09 de Dez/ 2012

Está marcado para os dias 07, 08 e 09 de dezembro de 2012 o RETIRO ARTE & PROSA.

Será um tempo para reflexão e compartilhamento sobre a arte, e um tempo para preciosa interação entre desfrutadores, artistas e pensadores.
O Retiro dar-se-á no Sítio Porteira Velha, localizado na Serra da Moeda, que fica a 33 km do BH Shopping.

O valor da inscrição individual é R$100,00. Esse valor inclui: Acomodação, 2 cafés da manhã, 2 almoços, jantar, lanches e coffee breaks, além de participação nas oficinas de arte, palestras e apresentações artísticas.
A abertura do evento está marcada para o dia 07, às 18 horas.

Clique aqui e faça já a sua inscrição!



Tiago Corrêa

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

MINISTÉRIOS FRACASSADOS

Foi, finalmente, publicado na rede o documentário completo, de título "Ministérios fracassados", cujo teaser, havíamos divulgado no link http://espirito-falante.blogspot.com.br/2012/10/cristaos-vencedores-fracassados.html.

Abaixo, segue esse maravilhoso vídeo, o qual certamente edificará muito as vossas vidas.



FICHA TÉCNICA
Roteiro, apresentação e edição: Yago Martins
Câmeras: Alan Cristie, Jailson Vieira e Yago Martins
Som direto: Rodrigo Rosa e Yago Martins
Trilha sonora: danosongs.com e Eduardo Mano
Equipamentos: Canon T3 e Nikon D3100 (vídeo), Zoom H1 e Zoom H2n (áudio)
Produção, gravação e edição entre 01/10 e 03/11 de 2012

PARTICIPAÇÕES
Adauto Lourenço, Augustus Nicodemus, Heber Carlos de Campos Jr., Jader Campos, Leonardo Sahium, Mauro Meister, Renato Vargens, Sillas Campos, Stênio Marcius, Tiago Santos e Walter McAlister.

AGRADECIMENTOS
Alan Cristie (sem você, não tinha dado certo. Valeu, bro!), Bruno Lima, Daniel Almeida, Drika Elizabeth Vasconcelos, Eduardo Mano, Eline Bitencourt, Fabiano Medeiros e família, Filipe Leitão, Hanna Caroline, Jailson Vieira, João Victor, Lorena Moreira, Rodrigo Bahiense Rosa, Suani Mattos e Vinícius Musselman Pimentel.

CONTATOS
Bloghttp://yagomartins.com/
Facebookhttp://www.facebook.com/yagocmartins
Twitterhttp://www.twitter.com/yagocmartins


Deus vos abençoe, caros leitores!

Tiago Corrêa

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Compreendendo Romanos 12:1

Fique com a análise enriquecedora do texto de Romanos 12:1, feita pela ministra de louvor Darlene Zschech.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

CRISTÃOS: VENCEDORES FRACASSADOS

Ao receber via e-mail, de meu amigo, o teólogo Igor Miguel, o link do vídeo Ministérios Fracassados (teaser), senti imediata inclinação à escrever um breve texto sobre a temática da relação da vida cristã com o fracasso. Após apresentar ao querido irmão supracitado um esboço escriturístico, e receber dele precioso estímulo, orei ao Senhor por orientação para trabalhar o material, afim de retocá-lo e enriquecê-lo. A seguir seguem minhas ponderações.


CRISTÃOS: VENCEDORES FRACASSADOS

                                                                                                        Tiago Corrêa

Moisés, após quarenta anos de dedicado ministério, "nadou, nadou e morreu" sobre o monte Nebo, no cume do Pisga, de onde viu a terra prometida, na qual não poderia entrar. Antes, Aarão, seu irmão, o primeiro Sumo-sacerdote israelita, havia morrido no monte Hor, no fim da terra de Edom, também fora de território prometido.

Samuel foi um profeta cujas palavras nunca "caíram ao chão". Contudo, seus filhos não andaram nos seus caminhos, mas, antes, inclinaram-se à avareza, ao suborno e à torção do juízo. 

Isaías, o grande anunciador messiânico das Escrituras, teria sido, segundo a tradição, cerrado ao meio (Hb 11:37). No capítulo 20 de seu Livro é dito que, sob ordem Divina,  andou nu e descalço por três anos, servindo de sinal e prodígio sobre o Egito e a Etiópia.

Jeremias, grande profeta de Deus, recebeu ordens para ser celibatário (Jr 16) (comportamento completamente incomum entre judeus), e teve de anunciar a entrega de todo Judá nas mãos do rei de Babilônia, além da profanação e destruição do Templo, ou seja, fazer as "piores profecias" que qualquer arauto sonharia em realizar.

Jonas, o maior evangelista da história (ganhou 120.000 em três dias), ficou frustrado e irado por ver a manifestação da misericórdia Divina para com seu próprio alvo missionário, e experimentou a solidão, tornando-se o primeiro a realizar "endoscopia veterinária sem uso de instrumentos".

Oséias, chamado ao ministério profético, recebeu a incumbência de casar-se com uma mulher de prostituições.

Amós, boiadeiro e dono de plantação de sicômoros, foi chamado ao ministério, e perdeu a administração pessoal de tudo o que tinha.

Elias, dotado de autoridade, fé e poder, possuía tacanha consciência de sua identidade e vocação espiritual, demonstrando dúvidas e medo, mesmo imediatamente após ver impressionantes milagres.

Davi, homem segundo o coração de Deus, feito ancestral do Messias, falhou como pai e como rei. Teve, dentre seus inúmeros herdeiros, alguns egoístas, outros assassinos, rebeldes e exageradamente competitivos.

João batista, segundo Jesus, o maior nascido de mulher, viveu parecendo um mendigo na Judéia. Era um sacerdote que servia não no Templo, mas no deserto; alimentava-se não de parte dos sacrifícios sagrados, mas de gafanhotos e de mel de tâmaras. Morreu decapitado, como prêmio de uma dança.

Pedro foi discípulo de Jesus, apóstolo e uma das "colunas" da igreja em Jerusalém. Abriu mão dos negócios para dedicar-se à oração e ao ensino, passando a viver sustentado por meio de ajudas comunitárias (I Co 9:4-11) na terra de Israel (Mt 2:20), então  economicamente explorada por Roma. 

Lucas, o médico, deixou a profissão para, por conta de sua vocação, viver parecendo um andarilho, e sofrer até naufrágio e fome.


Paulo, o grande erudito do período apostólico, foi emissário do Sinédrio e aluno daquele que tornar-se-ia dos anos 37 a 41 d.C, aproximadamente, a maior autoridade teológica e civil de Israel, a saber, Raban Gamaliel. No entanto, por amor ao Evangelho, perdeu todo o status religioso que possuía; passou a viver sob riscos diversos, e enfrentou naufrágios, prisões e espancamentos.

Timóteo, cheio de paixão vocacional, perdeu a  liberdade da juventude, por conta de responsabilidades que, em termos naturais, eram-lhe incabíveis.

João, o Evangelista: do peito de Jesus às pedras de Patmos!

Fracassados! Todos os exemplos supracitados apresentaram em algum nível (muitas vezes em vários!) fracassos na vida e no ministério (pelo menos à época desse). Esses "heróis da fé", segundo o escritor de Hebreus (11), eram "necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.", sendo demonstrações claras da realidade de um inescapável fracasso inerente à experiência cristã.

O próprio Jesus, sendo o Rei da Glória, demonstrou Sua soberania, não vindo inicialmente ao mundo de modo glorioso, mas como um completo fracassado: era filho de gente pobre; estudou a Torá apenas em sinagogas e não também em escolas rabínicas da Judéia; foi criado e crescido entre operários braçais, sendo ele também um; e iniciou seu ministério tendo de chamar os próprios discípulos.

Jesus não tinha onde reclinar a cabeça; era roubado pelo próprio tesoureiro de sua missão; foi traído pelo mesmo e abandonado pelos demais discípulos, num momento de grande aperto;  sendo o Verbo de Deus, foi chamado de falso profeta; recebeu murros e cusparadas; foi preso; e por fim, foi crucificado nu (conforme o costume romano) perante a própria mãe e o povo. Que sucesso, hein?! Que vida vitoriosa?!

Cada cristão verdadeiro vivencia certos fracassos, certo de que por meio deles, torna-se participante dos sofrimentos de Cristo, assumindo o convite do Espírito Santo para sair ao encontro d'Ele fora da porta de Jerusalém, exilando-se da vaidade do mundo para achar-se na humildade do Nazareno, ao levar Seu opróbrio (Hb 13:12-13).

Sou cristão, e, confesso, já fracassei em vários empreendimentos e iniciativas, incluindo ministeriais.  Ao entregar-me à missão, além de receber suporte de membros e amigos, enfrentei desamparo, oposição, rebeldia e passei até por um divórcio. Os frutos que produzi, o fiz por graça Divina, e só o Eterno é e será capaz de quantificá-los com precisão e justiça. Apenas Ele sabe quais sementes lançadas por mim em Seu nome têm dado e darão frutos bons e perenes.

E você? É cristão, e está em crise por não saber como lidar com os fracassos de sua missão e vida diária, frente aos anúncios evangélicos atuais de vida em vitória? Fique tranquilo! Até mesmo Jesus repousa excluído diante do triunfalista discurso pseudo-cristão hodierno.

Agarremo-nos às seguintes verdades, e confortemo-nos por meio delas: "A nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação." (I Co 1:7), e "Pois a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação." (II Co 4:17).

Por fim, vale relembrar que o Messias, vindo inicialmente como um fracassado, anunciou seu retorno como Glorificado (que aconteça em breve!): "(...) És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Disse-lhe Jesus: Eu sou. E vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu." (Mc 14:61b-62).

terça-feira, 16 de outubro de 2012

7ª EDIÇÃO DO PROJETO ARTE E PROSA



Para maiores informações sobre o Projeto, clique aqui e aqui.

TC

sábado, 29 de setembro de 2012

Transformação interior: qual é a sua origem?

"Quando perdemos a esperança de obter transformações internas mediante as forças humanas da vontade e da determinação, ficamos abertos a uma nova e maravilhosa percepção: a justiça interior é uma dádiva de Deus, a ser recebida graciosamente. A necessária mudança interior é obra de Deus, não nossa. Isso demanda um trabalho interno, e somente Deus consegue trabalhar pelo lado de dentro. Não podemos alcançar nem merecer a justiça do Reino de Deus: é uma graça concedida."


FOSTER, Richard, Celebração da disciplina: o caminho do crescimento espiritual, Ed. Vida, pg. 35.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Compartilhando as Escrituras

Com a permissão de Deus, estarei compartilhando Sua Palavra no próximo domingo, 16/09/12, às 9hs, na Igreja Batista Estrela Dalva, no 24º aniversário dessa comunidade. Todos estão convidados!

End.: Rua Raul Mourão Guimarães, 740, Bairro Palmeiras
Pastores: Antônio Leal (presidente), Éber e Luciano

Maiores informações:
Éber: 8819-8019 (Oi)
8489-3334 (Claro)
Luciano: 9222-2378 (Tim)
9878-6037 (Vivo)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Participações no Arte & Prosa

Abaixo, segue link de álbum de fotos de minhas participações nas 5ª e 6ª edições do Projeto Arte & Prosa.

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.3803837810597.2140415.1116915175&type=3

Para maiores informações sobre o Projeto, clique aqui.

TC

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Projeto Arte e Prosa - 6ª edição




Para maiores informações, clique aqui.

TG

sábado, 7 de julho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Expectativas, ansiedade e felicidade

A relação entre a ansiedade e a felicidade sempre foi complexa e comumente mal compreendida.

No livro Ansiedade tem cura, de Júlio Parreira, o autor demonstra que estes conceitos, vistos, geralmente, como antíteses ("Ou estamos felizes e, naturalmente, não ansiosos, ou ansiosos e, evidentemente infelizes.) são na realidade relacionáveis e harmonizáveis.


Segundo, Júlio, "a ansiedade é a regra, a felicidade é a exceção.". Contudo, essa exceção justifica e alimenta a existência da regra. Enquanto a felicidade consiste no arrefecimento momentâneo da ansiedade, ao conquistar-se o êxito de uma meta específica, esta dura pouco tempo, sendo logo seguida pela geração de outra(s) ansiedade(s).

O autor aclara que nem sempre a felicidade é a recompensa por uma relação coerente com a ansiedade, mas o ganho consiste em si próprio, ou seja, no relacionar-se melhor com essa, que é uma "instância fundamental do ser humano.".


Ansiedade e felicidade são confundidas quando supõe-se que nossos anseios conduzir-nos-ão à felicidade. Júlio deixa claro que a ânsia e a realização são tão confundidas, que vemos crianças que logo após ganharem seu esperado presente de Natal, deixam-no de lado, pelo simples fato da ânsia ter sido saciada.


Por fim, o autor evoca uma pérola da filosofia, especificamente, o conceito de suficiente, para definir a diferença entre as boas ânsias e as más ânsias, já que algumas ânsias produzem mais ânsias e outras, promovem o arrefecimento ansiogênico.


Júlio traz à discussão o conceito de suficiente. Quanto nos é suficiente? Muito? Muito dinheiro, muitos amigos, muitos prazeres?


Contudo, os gregos por meio do conceito de métron, ou justa medida, nos ajudam a chegar a uma boa conclusão sobre a questão: tudo é bom, na porção adequada, o que demonstra que o antônimo é verdadeiro, ou seja, tudo em porção inadequada é mal. Até mesmo as coias boas, quanto desfrutadas de modo desmedido produzem danos.


Júlio, de modo preciso aponta a perda da noção de justa medida, como uma das principais razões pelas quais o mundo atual padece do "mal da ansiedade".


Trazendo à lume a questão de quanto dinheiro carecemos para sermos felizes, o autor evoca o pensamento de Epicuro (341-270), que provava ser de bem pouco. Esse filósofo, fundador de uma escola em Atenas, em 306 a.C., onde reunia seus discípulos em um jardim, o que fez daquela conhecida como "Jardim" (Kepos), retomador dos conceitos atomistas de Demócrito e Leucipo, postulou que além de suficiente dinheiro, o ser humano precisa de amigos; e além desses, de tempo para desfrutar de sua convivência.


Baseado em Epicuro, destaca Júlio - "De que adianta termos muito dinheiro, poucos amigos e nenhum tempo para estar com eles?" Segundo o filósofo, a justa medida, o métron, seria: 

"Algum dinheiro + bons amigos o suficiente + um certo tempo para usufruir com eles = Felicidade.".

Júlio demonstra ser a felicidade simples e objetiva, voltada ao real, enquanto que a tensão encontra-se em nossa adequação à simplicidade inerente ao vivê-la. Devemos adequar nossas ansiedades e cobranças ao nível da realidade do tangível, do prático.

O autor inova ao afirmar que a felicidade é tema "sólido", assim como a realidade, não pertencendo aos limites da fantasia.


Bem ajustada, ou seja, nivelada às demandas reais, práticas, a ansiedade funciona como mecanismo natural e desenvolvedor do ser humano, conciliando-se com a felicidade. "A ansiedade pode ser feliz", é uma das frases-pérolas do livro, demonstrando ser aquela um elemento que pode ser transportado do nível tensional para o natural, estrutural e estruturante.


Fazendo um aparte, a fim de esclarecer mais a questão em foco, teço abaixo alguns comentários sobre a questão filosófica da felicidade.


O princípio da felicidade promoveu a criação de um campo filosófico, a saber, a eudemonologia, que lida com a arte de obter-se um bom daimon ou gênio, ou seja, a arte de ser feliz.


Segundo a visão epicurista, assim como a estoica, a felicidade (eudaimonia) era alcançada pela imperturbabilidade (ataraxia), divergindo do pensamento estoico quanto ao modo de alcançar tal felicidade.


Valorizando a inteligência prática (phronesis), não viam conflito entre razão e paixão. Segundo a visão epicurista, a ética é praticada por meio do alcance da ataraxia (tranquilidade), viabilizada por meio da valorização do prazer (hedoné). Contudo, o prazer aqui, trata-se da satisfação dos desejos e necessidades naturais ao homem, saciedade essa que deve ser alcançada de modo equilibrado, moderado e não sob a égide de um hedonismo desenfreado, visão distorcida essa que tentaram, incorretamente, imprimir ao epicurismo.


Freud demonstrou suficientemente os danos psíquicos provocados por um comportamento auto-cerceador, que nega a realização dos prazeres naturais e fundamentais da vivência humana.


As Escrituras Sagradas demonstram amplamente a saúde inerente à realização dos prazeres e necessidades humanas naturais (comer, manter relações sexuais, beber, vestir-se, morar em ambiente agradável etc.), desde que ocorrendo dentro de estruturas sociais sagradas (casamento, trabalho - é preciso ver o trabalho como atividade que glorifica a Deus! - etc.), desassociada da idolatria ao prazer ou aos objetos de prazer, e submetida à ética Divina (lembrando que a teologia da prosperidade incorre no extremo da idolatria!).


É óbvio que o Epicurismo possui seus problemas, afinal, seus seguidores negavam a existência de um Deus portador de propósitos, zombando de divindades pagãs da mitologia. Ligados a uma visão atomista e materialista, criam que a alma se dissolvia na morte, vendo como objetivo da vida a gratificação, embora como mencionei anteriormente, de modo moderado. Contudo, a visão de Epicuro sobre a necessidade da moderação na ânsia por coisas materiais, e de relacionar essas com outras necessidades importantes (amizades e tempo para desfrutá-las) é válida e enriquecedora. Seu valor consiste em levar-nos à ponderação sobre a pluralidade de elementos que compõem o "estado de felicidade", e mostrar-nos que a demésure, ou desmedida, das coisas, mesmo que fundamentalmente boas, mantém o ciclo da ansiedade anormal e da infelicidade.


É preciso pontuar também - para os "super-crentes" de plantão! - que a ansiedade combatida e remediada pelas Escrituras Sagradas em referências como Mt 6:25-34 e Fl 4:6,  nada tem haver com a ansiedade natural e estrutural do ser humano por realizações contínuas. Jesus, ansiou celebrar com os discípulos seu último Sêder (ordem de/ceia) Pascal (Lc 22:15). O salmista fala de sua ânsia por Deus (Sl 42:1). Pedro nos conclama a ansiarmos pelo genuíno leite da Palavra (I Pe 2:1-3).


A ciência e a Bíblia demonstram que a ansiedade que foge ao real, que fixa-se em fantasias hiperbólicas e na determinação do indeterminável (como será o amanhã - quem pode com segurança definir isso?) é a ansiedade a ser tratada e evitada.


Outra coisa importante a dizer é que, o livro não foi escrito por um psicólogo e não é uma obra científica, técnica. Para alguém interessado em Psicologia e em psicoterapia, e, portanto, focado em conhecimentos científicos, certas partes do livro realmente incomodam, pois mostram uma imensa lacuna epistemológica e técnica. Algumas "dicas" oferecidas no capítulo "Superando a ansiedade" são risíveis de tão vagas e inusitadas.


Entretanto, deve-se fazer jus à capacidade do autor de iniciar os capítulos com frases preciosas de vários autores, bem como de explorar - com sua fluência literária inquestionável - conceitos filosóficos de valia na reflexão sobre a ansiedade. E é partindo de um extrato de análise filosófica da obra em questão, que surge o presente texto, elogiando um real (e precioso) acerto por parte de Júlio Parreira.


Finalizando o parte, e retornando ao comentário sobre a visão de Júlio Parreira, encerro, destacando que o autor, magistralmente aponta o humano como medida única para a felicidade. Quando a ansiedade firma-se sobre expectativas tangíveis, e que respeitam o ser "humano", quando levam a pessoa à desenvolver-se na marcha rumo ao real, torna-se positiva, e parte integral e importante do processo do viver.

Tiago Corrêa

terça-feira, 15 de maio de 2012

Princípios para o músico cristão

Abaixo segue vídeo com excelentes conselhos de Daniel Souza para os músicos cristãos! Confiram!



TC

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Inserindo Deus em nosso desfrute das coisas

Ter Deus é a base de tudo. Mas Deus não é egoísta ou possessivo. Assim, Ele nos compartilha com nossas famílias e amigos.

Ele quer ser a nossa maior alegria e satisfação, mas nos concede uma gama de prazeres sensoriais, simplesmente por nos querer ver o máximo felizes.


Uma boa comida, uma boa noite de amor (para os casados, óbvios!), uma boa música, bons livros, boas visões (esses dias vi um casal de tucanos pousados sobre uma enorme árvore na esquina de minha casa, e só pude dar graças pelo presente!), uma boa conversa, uma boa piada, um bom abraço, um bom sorriso, são coisas simples, mas que tornam nossa vida mais florida. Elas não são por natureza opções deleitativas em relação a Deus, são dádivas Dele, inseridas em nossa interação com Ele, ainda que possamos ignorá-Lo ou não integrá-Lo em nossas experiências. Mas ainda assim, Deus continua nos presenteando todos os dias. Ele faz chover e brilhar o sol sobre justos e injustos. 


Entre desfrutarmos do mundo ignorando uma "Força Maior", e interagimos com Ela, por meio da ação de Graças, como seres sociais, é no mínimo mais enriquecedor entender toda nossa interatividade sensorial e inseri-la na ambiência de um emaranhado inter-relacional nosso com as pessoas, e principalmente, nosso com Deus.

Uma relação com as coisas, tomando-as como dádivas de Deus, e usando-as com ações de graças, abre-nos as portas do sentido, da reflexão, da sabedoria, e da esperança. "Por tudo (em tudo) dai graças, pois essa é a vontade de Deus, em Cristo Jesus".

Que respondamos ao mover do Espírito Santo em nós, integrando Deus em nossas experiências sensório-intelectuais. Assim, nos consolaremos na esperança de ao invés de abarcá-Lo ou abraçá-Lo, sermos por Ele abraçados: "E Enoque ANDOU COM Deus, e já não era mais, pois Deus o tomou para Si.".


Tiago Corrêa

terça-feira, 20 de março de 2012

Respondendo ao Ateísmo

Sir Rabino Chefe Jonathan Sacks, líder da comunidade judaica ortodoxa da Grã-Bretanha, reflete com objetividade e excelência sobre o maior problema do ateísmo: lidar com o sentido do universo, elemento que nos torna humanos. Embora eu discorde dele, no sentido de que o homem seja chamado, em qualquer sentido de "animal", creio que, em linhas gerais, ele foi muito feliz em sua argumentação.


quinta-feira, 8 de março de 2012

HONRANDO AS MULHERES

                                MULHER

(Homenagem de Tiago Corrêa às mulheres, por ocasião de seu Dia Internacional.)


IMPLACÁVEL, sendo a primeira a pecar
ÚNICA a no ventre gestar
INIGUALÁVEL a com o seio nutrir
INCOMPARÁVEL a com um olhar acudir

HONRADA, pelo Redentor conceber
PRECIOSA, por ajudadora saber ser
RELUZENTE, pela beleza resumir
FORTE, por derrubar um valente ao sorrir

VALENTE, pela maternidade almejar
RESILIENTE, pelas dores diárias dobrar
TRANSPARENTE, a num gesto toda a verdade trazer
PRESENTE, fazendo em cada geração, Adão transcender...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Outra excelente dica musical

Abaixo, segue vídeo da fantástica canção "Divenire" de Ludovico Einaudi, interpretada ao vivo. Ouçam-na e apreciem sua beleza!

TC



Conheçam também a maravilhosa versão gravada em estúdio, por meio do vídeo abaixo disponibilizado.